terça-feira, 19 de junho de 2012

Capitulo 17 parte final-O amor e o Ódio


Assim que os lábios dele tocaram os meus, senti uma nova força surgir de dentro de mim, uma voracidade incontrolável. Imediatamente agarrei os cabelos de sua nuca, dando desajeitados passos pra trás quando ele fez o mesmo para a frente, entrando de vez na casa e chutando levemente a porta atrás de si pra fechá-la. Suas mãos desenharam o contorno das laterais de meu corpo, fazendo-o soltar o ar pesadamente em aprovação. Continuamos cambaleando casa adentro, intensificando cada vez mais nosso beijo desesperado, até que ele se curvou um pouco e segurou a parte de trás de minhas coxas, puxando-as para que envolvessem sua cintura. Agarrei seu pescoço para não cair, e deixei que ele me conduzisse até me sentar numa superfície gelada, que eu logo reconheci como sendo o balcão da cozinha. 

- Você não vai mais fugir de mim – ele murmurou ao pé do meu ouvido, mordendo o lóbulo enquanto puxava meu cabelo com um pouco de força. Minhas mãos agarravam e bagunçavam os cabelos dele, e minha respiração era quase nula.
- Eu não consigo mais fugir de você – sussurrei, com o pouco de fôlego que me restava, e ele voltou a me beijar sorrindo, satisfeito. Àquela altura, com as mãos dele provocando formigamentos instantâneos em minha pele assim que me tocava, eu nem me lembrava mais do significado da palavra 
orgulho
. Desse eu já tinha me desfeito há muito tempo, só não tinha coragem suficiente de admitir.  
- Você não precisa escolher entre nós dois… – Arthur ofegou, enquanto beijava languidamente meu pescoço – Porque sabe que pode ter os dois.
- Eu não conseguiria escolher – falei, com os olhos semiabertos e o corpo todo arrepiado – Algo sempre ficaria faltando… Como se uma metade não fosse suficiente sem a outra.
- Como se uma metade não fosse suficiente sem a outra – ele repetiu, subindo seu rosto até seus olhos ficarem da altura dos meus, e me encarou intensamente antes de voltar a me beijar. 
 
Desci minhas mãos por seu pescoço, sentindo meu coração quase explodindo, e puxei a gola de sua camisa pra cima, demonstrando meu desejo de tirá-la. Imediatamente, Arthur puxou-a pela parte de trás da gola, separando nossos lábios só para passar a blusa por sua cabeça, e quando voltou, suas mãos deslizaram por minhas coxas, trazendo descaradamente minha camisola e me provocando uma nova onda de arrepios. 
 
Nossos movimentos tornavam-se muito mais agressivos conforme a temperatura de
nossos corpos aumentava. Logo ele estava somente de boxers, desfazendo-se da calça, meias e sapatos com certa ajuda de minha parte, e colocando a camisinha, que estava em seu bolso, ao meu lado para ser usada em breve. Sinceramente, eu não sabia como ele conseguia se lembrar dela em momentos como aquele, mas ficava infinitamente grata por isso. Arthur arrancou minha calcinha tão ferozmente que quase a rasgou, e eu não fiquei muito atrás quando foi a vez de suas boxers. 
Envolvi seu membro extremamente rígido com minha mão, masturbando-o o mais rápido que consegui e fazendo-o soltar gemidos dolorosamente contidos, com a testa fortemente franzida e úmida de suor. Eu mordia e sugava seu lábio inferior com os olhos abertos, observando o prazer que eu estava lhe proporcionando, até que ele, cansado de se segurar, afastou seu rosto do meu e rasgou a embalagem do preservativo com uma expressão que beirava a raiva.   
Arthur colocou a camisinha sem demora, me beijando desajeitada e desesperadamente enquanto o fazia, e assim que terminou, não esperou mais. Me invadiu com força, me fazendo quase cortar meu lábio inferior, tamanho foi o esforço que fiz para mordê-lo e conter um grito. Ele soltava rudemente o ar em meu ouvido, investindo cada vez mais forte e até me machucando um pouco. Nada que se comparasse à sensação inexplicável que dominava meu corpo quando estávamos juntos.
 
Eu arranhava seus ombros, braços e costas incessantemente, ouvindo-o segurar seus gemidos e apertar firmemente minha cintura, até que cheguei ao clímax e ele finalmente pôde parar de se segurar e atingir o seu. Abracei seu pescoço, levemente tonta, e distribuí vários beijos sobre a pele suada daquela região, me sentindo verdadeiramente plena, como não me sentia há algum tempo. A parte que faltava de mim agora estava ali, e eu me sentia completa novamente. 
 
Arthur respirava profundamente, com a cabeça apoiada em meu ombro, e acariciava minhas costas devagar. Alguns minutos depois, me deu um beijo suave e se afastou, arrumando-se para ir embora. Fiquei parada onde estava, trêmula demais pra me mover, e apesar de saber que ele não podia ficar, senti que se abrisse a boca, aquele pedido simplesmente escaparia por entre meus lábios. 
 
Após alguns segundos me conformando com a partida dele, me pus de pé e me vesti lentamente. Assim que terminei, não tive coragem de encará-lo, mas ele não me deixou escolha: me puxou pelo braço e me virou pra si, erguendo meu rosto com sutileza e me encarando fixamente com os olhos ilegíveis. Havia muita coisa implícita naqueles olhos castanhos pra que eu pudesse entendê-lo.  
Ele me beijou uma última vez, profunda e calmamente, e se dirigiu à porta, sem dizer uma palavra. Ao contrário de mim.  
- Você volta amanhã? – murmurei, sem conseguir conter minha aflição, e ele, que estava de frente pra porta, virou-se na minha direção com a expressão misteriosa. Me olhou significativamente, e deu um sorriso quase imperceptível antes de ir embora. Não precisei de palavras pra que um sorriso esperançoso se abrisse em meu rosto.
 Definitivamente, ele voltaria.

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