Deixei que ela me despisse, e
logo ela envolveu a base de meu membro com uma mão. Tentado a
observá-la, me contive e fechei fortemente os olhos, decidido a apenas
senti-la. Seus lábios tocaram de leve minha glande, num selinho
delicado, e logo em seguida ela passou a língua pela região, colocando
um pouco de força e me fazendo gemer baixinho. Incentivada, ela colocou
meu membro inteiro na boca, sugando-o e fazendo movimentos de vai e vem,
enquanto arranhava a parte interna de minha coxa com uma de suas mãos.
Involuntariamente, minha mão buscou sua cabeça às cegas, e ao
encontrá-la, segurou com força em seus cabelos, guiando sua
movimentação. Ela não ofereceu resistência, e a cada segundo aumentava
sua velocidade, fazendo meus gemidos ficarem mais altos e preencherem o
vazio do quarto. Meu corpo inteiro suava e parecia arder em chamas, e
uma enorme sensação de prazer se acumulava em meu membro, deixando
minhas pernas tensas. Vez ou outra, Roberta
percorria toda a área com a língua, de baixo para cima, ou então me
masturbava com sua mão, em movimentos absurdamente prazerosos.
Desisti de resistir aos meus
instintos e olhei para baixo, vendo-a subir uma de suas mãos por minha
barriga. Assim que a vi, meu tesão pareceu triplicar, e na mesma hora,
senti meu orgasmo muito evidente. Sem conseguir emitir nenhum som,
extasiado por todo aquele prazer, a puxei para cima com toda a rapidez
que pude, e a virei contra a parede. Segurei na parte traseira de suas
coxas, carregando-a somente por aquela sustentação e trazendo-a mais
para cima, e sem nem pensar em mais nada, a penetrei de uma só vez com
uma força que jamais havia feito na vida. Pude ouvi-la soltar todo o ar
de seus pulmões e apertar meus braços, surpresa com minha atitude
repentina, e sem sequer esperar sua recuperação, continuei investindo
tão rápido a ponto de nem conseguir emitir som algum, por mais que eu
estivesse sentindo vontade de gritar.
Meu ritmo estava muito rápido, e eu sabia que não conseguiria
agüentar muito mais daquele jeito, mas não fui capaz de desacelerar.
Afundei meu rosto na curva suada de seu pescoço, inspirando aquele
perfume que me viciava tanto, e mordi sua pele com um pouco de força,
fazendo-a inclinar a cabeça na direção da minha. Seus dedos traçavam
caminhos por meus cabelos, agarrando-os e puxando-os conforme eu me
movia, fazendo-me revirar os olhos de prazer. Estranhamente, eu tive um
curto, porém muito útil lapso de consciência nesse momento, e sem
hesitar, resolvi colocar minha idéia em prática, antes que fosse tarde
demais.
Com muita dificuldade e me controlando ao máximo, eu reduzi meu
ritmo a quase zero, movimentando-me muito lentamente dentro dela. Roberta
grunhiu em desaprovação, puxando meus cabelos com mais força, e eu
voltei a acelerar, notando que a força em seus dedos reduziu-se quando a
obedeci. Reduzi a velocidade novamente, dessa vez ouvindo-a chamar meu
nome com indignação, e escondendo um risinho, sussurrei ao pé de seu
ouvido:
- Diga que prefere ele agora.
Ela ficou em silêncio, pega de surpresa por minhas palavras, e eu
retomei meus movimentos velozes, sentindo seus músculos se retesarem
contra os meus. Afastei meu rosto de seu pescoço para observar sua
expressão, e vi seus traços indecisos entre o prazer e a dor.
- Diga que prefere ficar com ele… – murmurei outra vez, movendo-me lentamente – A ficar comigo.
Acelerei novamente ao terminar a frase, sentindo seu olhar
turbulento no meu. Era notável que ela havia percebido o que eu quis
dizer, não só com as palavras, mas também com meus movimentos. Roberta
contorceu o rosto em agonia e me puxou para um beijo agressivo e
profundo, ao qual correspondi com intensidade. Continuei me movendo
rapidamente, atingindo muito fundo dentro de seu corpo, até que foi
impossível continuar me segurando e acabei gozando, coincidentemente
sentindo-a estremecer e relaxar junto. Ambos soltamos gemidos altos e
partimos o beijo ao atingirmos o orgasmo, e Roberta
envolveu meu pescoço com seus braços depressa, afundando seu rosto em
meu pescoço. Por alguns minutos, apenas fechei os olhos, recuperando-me
de todo aquele momento, e me concentrei em normalizar minha respiração,
sentindo-a quieta abraçada a mim.
- Eu quero ficar com você… Eu quero demais, mais até do que
gostaria de querer – ela quebrou o silêncio, com a voz dolorida, e eu
imediatamente abri meus olhos ao notar o choro em seu tom – Mas eu não posso.
- Por que não? – perguntei, soltando
suas pernas devagar de modo que ela pudesse ficar de pé novamente, e a
fiz olhar para mim – O que há de tão errado em nós dois? Me ajude a
entender!
Uma indignação crescente começou a se manifestar em mim. Ouvi-la
dizendo que me queria, mas que não podia ficar comigo havia me chateado
profundamente, e eu não conseguia compreender porque ela dizia aquilo.
- Porque eu não posso simplesmente abandonar o Mica assim, da noite para o dia, Thur – ela murmurou, levando as mãos ao rosto para esconder suas lágrimas – Eu o amo!
- E eu te amo, Roberta!
– falei, sem conseguir controlar minhas palavras – Quantas vezes mais
eu vou ter que me humilhar pra que você enxergue o quanto eu quero você,
o quanto eu sou louco por você, o quanto eu amo você? Quantas vezes mais eu vou receber um não como resposta?
Ela não respondeu nada, apenas
enterrou o rosto em suas mãos, escondendo seu choro. Seus ombros se
moviam conforme ela chorava, e um soluço torturado escapou por entre
seus lábios. Respirei fundo, observando-a encolhida, e a abracei pela
cintura, sentindo-a moldar-se sem hesitação ao meu corpo. Seu tronco
uniu-se ao meu perfeitamente, e seus braços envolveram meu pescoço
delicadamente, fazendo-me fechar os olhos de um jeito doloroso. Eu a
sentia tão perfeita para mim que doía demais imaginá-la com outra
pessoa.
- Por favor, Roberta – sussurrei,
sentindo sua respiração entrecortada pelo choro - Deixe-me convencer
você de que sou o caminho certo… Deixe-me mostrar que sou o seu caminho.
Percebi seu choro intensificar-se
após minhas palavras, e apenas a puxei para mais perto de mim, numa
tentativa frustrada de acalmá-la.
- Eu deixo – ela soprou perto de meu ouvido após alguns segundos,
assentindo de leve – Me ajude a tomar a decisão certa, por favor.
Um sorriso aliviado surgiu em meu rosto ao ouvir sua sentença. Ela
estava me dando uma chance, a verdadeira chance de conquistá-la, mesmo
que ela não estivesse disposta a terminar tudo com Mica
de imediato. Ela estava permitindo que, aos poucos, eu conseguisse
tomar o espaço que era dele em seu coração, e se dando o direito da
dúvida. Finalmente.
- Muito obrigado – murmurei, virando meu rosto até conseguir beijar seu rosto – Obrigado por não desistir de mim.
- Me desculpe por tudo isso – ela fungou, culpada, e eu afastei
nossos corpos minimamente, só para poder olhá-la – Me desculpe por ter
sido tão insensível com você por todos esses dias… Você não merecia nada
disso.
- Vamos esquecer isso, está bem? – falei baixinho, como quem
sussurra para uma criança dormir – Não há mais motivos para se
desculpar.
Ela não disse nada, apenas fungou algumas vezes e enxugou o rosto.
Ergueu seu olhar até o meu logo em seguida e apenas sorriu tristemente,
porém eu pude enxergar gratidão e carinho sinceros em seus traços.
Levei minhas mãos até seu rosto, segurando-o delicadamente, e
retribuindo seu sorriso, aproximei meus lábios dos seus, beijando-a
suavemente. Apesar da simplicidade daquele beijo, senti meu corpo
inteiro se arrepiar e meu coração encher-se de um sentimento bom quando
nos afastamos, ambos com sorrisos maiores. Ficamos apenas nos olhando
por alguns segundos, até que uma de suas mãos desceu por meu braço até
atingir minha mão, e ela entrelaçou seus dedos nos meus.
- Eu preciso ir – sussurrei, tentando parecer indiferente ao que
dizia e observando o contraste de características entre nossos dedos.
- Eu sei – ela suspirou, olhando-me tristemente, e desviou seus olhos de nossas mãos para meu rosto.
- Queria poder te seqüestrar, sabia? – falei, rindo baixinho, e eu
percebi que seu olhar ficara um pouco mais triste – Fazer você sumir do
mapa por algumas semanas.
- Eu adoraria poder sumir do mapa por algumas semanas – ela disse,
pensando alto, e eu a encarei, curioso – Mas que isso não sirva de
incentivo pra você.
Dei uma risada um pouco mais alta, sendo acompanhado por ela,
porém logo ficamos sérios novamente. Respirei fundo, engolindo a vontade
de beijá-la mais uma vez, e forcei meu corpo a se distanciar do dela.
Estava ficando cada vez mais difícil conseguir romper a bolha de
magnetismo que me mantinha preso a ela, e antes que eu pudesse pensar em
desistir, virei-me na direção de minhas roupas e comecei a vesti-las.
Ouvi Roberta suspirar, e logo em seguida o som
de seus passos indicou que ela se distanciava, até chegar ao banheiro e
fechar a porta atrás de si.
Assim que vesti a boxer e estava passando uma de minhas pernas por
dentro da calça jeans, com a mente totalmente aérea, minha carteira
caiu do bolso de trás da peça, espalhando alguns de meus pertences pelo
chão.
- Merda – xinguei baixo, terminando de vestir a calça e
abaixando-me para recolher minhas coisas. Algumas moedas haviam escapado
de seu compartimento, e ao colocá-las em seu devido lugar, algo
extremamente importante do qual eu havia esquecido há alguns minutos
atrás prendeu meu olhar. A camisinha.
Minha garganta secou quando vi o preservativo intacto em minha carteira, e eu caí sentado sobre a cama de Mica.
Meu Deus, como eu pude me esquecer de nos proteger? Eu estava tão fora
de mim que a segurança nem sequer passou pela minha cabeça.
Ouvi a porta do banheiro se abrir, e Roberta saiu de lá, parando poucos passos depois e me encarando com preocupação.
- Você está bem? – ela perguntou, franzindo a testa, e eu
simplesmente a encarei, paralisado pelo choque – Nossa, você tá branco
feito leite, o que aconteceu?
- A… A camisinha – gaguejei, fitando novamente minha carteira, e
ela apenas riu. Voltei a olhá-la, horrorizado com sua naturalidade
diante do risco que corríamos, e seu riso se intensificou.
- Não se preocupe – ela disse, ainda rindo um pouco – Digamos que eu já estava prevenida.
Ergui uma sobrancelha, e uma resposta óbvia apareceu em minha mente.
- Camisinha feminina? – chutei, e ela assentiu, sorrindo de lado e fazendo-me soltar um suspiro de alívio – Te devo essa.
- Vou cobrar com juros – ela disse, caminhando até sua calcinha e
vestindo-a rapidamente – Se bem que sua cara de pânico quase quitou a
dívida.
- Estou chorando de rir – ironizei, levantando-me e pegando minha camiseta – Eu errei feio com você, me desculpe.
- Tudo bem, eu não teria ficado tão relaxada se já não estivesse
devidamente protegida – ela sorriu, colocando o vestido sem demora
enquanto eu terminava de vestir minha blusa e me sentava na cama para
calçar meus tênis.
Roberta colocou todo o cabelo para trás e prendeu-o cuidadosamente
num rabo de cavalo alto, virando-se de costas para mim sem perceber.
Aproveitando-me disso, levantei-me rapidamente e a abracei por trás,
beijando carinhosamente seu pescoço descoberto e sentindo-a se arrepiar
pela surpresa.
- Eu adoro seu pescoço, sabia? – sussurrei, subindo meus beijos
até atingir a parte de trás de sua orelha e sentindo-a acariciar minha
nuca devagar com uma de suas mãos – É muito gostoso de beijar.
- Pare com isso, Aguiar – ela ofegou,
passando sua outra mão sobre meus braços, que envolviam sua cintura
firmemente – Eu acabei de me vestir, sabe.
- Não tem problema, outra coisa que eu adoro é tirar sua roupa – sorri, mordiscando sua pele e fazendo-a puxar meus cabelos.
- Pervertido – ela riu, um tanto zonza, e se virou pra mim,
envolvendo meu pescoço com seus braços – Já chega por hoje, você precisa
ir embora.
- Só mais um beijinho, por favor – pedi, encostando a ponta de meu
nariz no dela, e vendo-a sorrir timidamente, roubei mais um beijo
intenso de seus lábios.
- Pronto, agora vai – Roberta murmurou, partindo o beijo, porém sem soltar meu pescoço – Tchau, Aguiar.
- Tchau, Messi – sorri, dando alguns passos para trás até atingir a porta do quarto e trazendo-a comigo – Me leva até a porta?
- Me leve você – ela corrigiu, e num segundo, estava pendurada em minha cintura novamente – E rápido.
- Folgada – brinquei, abrindo a porta e caminhando cautelosamente pelo apartamento enquanto roubava mais um selinho dela.
- Chato! – ela xingou, mostrando a língua e mordendo meu lábio inferior logo em seguida.
- Quero te ver de novo – falei, quando já estava quase na porta do apartamento – O mais rápido possível.
- Eu também – ela gemeu, com um tom de confissão na voz – Mas não sei se deveria.
- O que vai fazer amanhã? – ignorei seu princípio de crise. Ela não estragaria nosso momento, não mesmo.
- Não sei – ela respondeu, pensativa - Mica vai viajar logo cedo, e eu…
- Estarei te esperando no meu apartamento às 14h – impus, taxativo, e a coloquei no chão – Ai de você se chegar atrasada.
- Não, Thur – ela protestou, balançando negativamente a cabeça - É melhor eu não ir…
- Vá com sua melhor lingerie – a interrompi ao pé de seu ouvido,
mordendo seu lóbulo lentamente logo em seguida e sentindo-a estremecer –
Até amanhã, tampinha.
Ainda sob o efeito de minha provocação, ela não conseguiu
responder nada, e eu a beijei mais uma vez antes de sair sorrateiramente
pela porta do apartamento.
Com um sorriso no rosto, muitas esperanças, e uma felicidade que eu nunca imaginei sentir.
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