Thur rapidamente colocou-se
sobre mim, com um sorriso safado brincando em seus lábios avermelhados,
que não demoraram a unir-se aos meus outra vez. Ele me beijava de um
jeito que misturava inúmeros sentimentos e sensações, que jamais pensei
sentir juntas. Era um beijo ardente, faminto, insaciável, que me tirava
totalmente o fôlego e me arrepiava dos pés à cabeça. Enquanto
intensificávamos o beijo, ele encaixou uma de suas pernas entre as
minhas, e deslizou uma de suas mãos desde meu joelho até minha bunda,
puxando-me para si. Gemi baixinho ao sentir seu peso e seu calor mais
intensos a cada segundo, com o coração prestes a explodir, e gostando do
efeito que causava, ele levou uma mão à minha cintura e me puxou em sua
direção, tocando minha pele por debaixo da blusa com as pontas de seus
dedos frios. Suas unhas curtas tentavam me arranhar com até algum
sucesso, mas o efeito era desprezível se comparado ao de minhas quase
garras vermelhas em sua nuca, afundando em sua pele e fazendo-o soltar o
ar rudemente.
Deslizei minhas unhas pela região até
atingir a gola de sua camiseta, e desviei meu caminho, dando a volta em
seus ombros e chegando a seu tórax. Segurei o tecido com firmeza e o
puxei ainda mais para perto, sentindo-o exercer pressão em minha pélvis
com a sua. Thur mordeu meu lábio inferior,
deixando seus dentes deslizarem por ele e provocando-me uma dor
prazerosa, o que nos fez sorrir maliciosamente. Ele sabia muito bem os
efeitos que suas ações tinham, e costumava usar e abusar desse
conhecimento para me levar a certos lugares fantásticos que eu não sei
bem descrever. Continuei
meu trajeto por seu tronco, acompanhando o desenho de seus músculos com
as palmas de minhas mãos até alcançar a barra de sua blusa. Passei a
acariciar seu abdômen por debaixo do tecido, usufruindo da baixa
temperatura de minhas mãos em relação àquela região do corpo dele para
causar-lhe arrepios, e pareceu funcionar. Thur
continuava a pressionar sua pélvis contra a minha, e os sinais de sua
excitação já eram nítidos, fazendo com que um calor me dominasse e
acelerasse minhas provocações. Mordi novamente seu lábio, sugando-o como
se o quisesse arrancar dali, e ele gemeu baixo, erguendo os cantos de
sua boca num sorriso mal intencionado.
- Nem acredito que estamos quase transando na minha cama – ele
sussurrou, quando eu soltei seu lábio, e eu não pude deixar de sorrir
pervertidamente junto com ele – Dormir aqui nunca mais vai ser a mesma
coisa. Soltei
um risinho ofegante, finalmente entendendo o motivo da escolha do
lugar, e ele abriu um sorriso que eu classificaria como o mais sujo de
todos que já havia visto em seu rosto, deixando-me ainda mais excitada. A
expectativa que ele me causava por nunca me deixar plenamente ciente de
suas intenções até que ele as colocasse em prática me trazia um
sentimento muito forte de êxtase e ansiedade, prendendo-me cada vez mais
às habilidades de seu charme.
Thur voltou a me beijar sensualmente, movendo sua língua com calma
e desejo, e enquanto o fazia, pude sentir seus dedos desabotoarem os
botões de minha camiseta. Quando os três primeiros estavam abertos, ele
desceu seus lábios por meu pescoço, beijando a região languidamente, e
prosseguiu por meu colo, passando sua língua extremamente quente por
entre meus seios ainda cobertos pelo sutiã. Suas mãos os envolveram,
apertando-os levemente, e ele depositou um selinho carinhoso sobre cada
um. Se não estivesse tão instigada, teria achado graça daquele gesto,
mas tudo que consegui fazer foi observá-lo prosseguir seu trajeto com um
olhar zonzo. Ele
continuou descendo seus beijos por minha barriga enquanto terminava de
abrir a blusa, e deslizava suas mãos pelo formato de minha cintura, até
seus dedos atingirem o cós de minha calça. Thur
abriu o botão e o zíper sem que eu sequer percebesse, distraindo-me com
seus lábios, e desceu a peça de roupa por minhas coxas até tirá-la.
Como se tivéssemos todo o tempo do mundo para nós dois, ele acariciou
minhas pernas desde os tornozelos até a virilha, beijando algumas
regiões e arrepiando-me cada vez mais com seus lábios quentes. Seus
olhos, tão brilhantes como jóias, me observavam inundados em interesse,
indecisos sobre qual parte de meu corpo era a mais merecedora de sua
atenção. – Você se arrepia com muita facilidade – Thur
soprou, erguendo seus olhos corrompidos até mim, e pude sentir meu
rosto corar ao saber que ele havia percebido o que causava em mim.
- Eu sou sensível demais a certos estímulos – expliquei,
completamente envergonhada, porém sem conseguir evitar mais arrepios
quando ele me deu mais um beijo.
- Eu gosto disso – ele murmurou, com a voz rouca, fazendo com que
seu hálito quente batesse em minha pele e me arrepiasse ainda mais –
Suas sensibilidades são suas melhores armas contra mim.
- E você expõe até demais minhas sensibilidades – ofeguei,
fechando meus olhos para que ele não os visse revirar de excitação
enquanto continuava me beijando – Seu efeito sobre mim chega a ser
vergonhoso.
- Ah, é? – ele perguntou, não para confirmar, mas sim para me
instigar, subindo seus beijos de minhas coxas para minha barriga – Eu
também gosto muito de uma coisa que você faz.
- E o que seria essa coisa? – perguntei, demorando-me entre as
palavras para conseguir encontrar fôlego, e só voltei a abrir meus olhos
quando senti seu rosto muito próximo do meu.
- Eu adoro quando você fala no meu ouvido – ele sussurrou,
aproximando seus lábios dos meus e roçando-os, ainda sorrindo
sedutoramente – Principalmente naquelas horas.
- É mesmo? – sorri, com o olhar
trêmulo de prazer, embrenhando minhas mãos em seus cabelos lentamente e
levando minha boca até seu ouvido – E o que você gosta de ouvir?
Thur respirou fundo, e dessa vez, quem se arrepiou foi ele. Meu
sorriso aumentou ao perceber que ele me puxou para mais perto, com a
respiração um pouco mais rude que o natural, e respondeu:
- O que você tiver para me dizer. Fechei
os olhos por um momento, sentindo o ar me faltar também, e apertei mais
meus braços ao redor de seu pescoço. Inúmeras palavras disputavam
espaço em minha mente, pedindo para que eu as dissesse, mas precisei de
alguns segundos para escolher as mais apropriadas e também para
recuperar o fôlego. -
Você foi o erro mais certo que eu já cometi – sussurrei ao pé de seu
ouvido, deslizando a ponta de meu nariz em seu lóbulo e mordendo-o logo
em seguida – Meu pecado favorito.
- Você não faz idéia do que acontece
comigo quando eu ouço a sua voz assim… Cheia de más intenções – ele
murmurou, com a voz falha, usando e abusando de seu peso para me mostrar
o quão excitado estava – Se você soubesse as perversões que eu já
imaginei…
- Pra que imaginá-las… Se você pode fazê-las?
– soprei em seu ouvido, sentindo-o apertar minha cintura com força e
tentar afundar suas unhas em minha pele novamente – Eu estou aqui agora,
e sou sua. Faça o que quiser comigo.
- Você não pode ser real – Thur
grunhiu, rindo maliciosamente contra a pele de meu pescoço, e sua voz
bruta me fez fechar os olhos mais uma vez, aumentando ainda mais minha
excitação – Eu devo estar maluco.
- Só existe um jeito de descobrir – provoquei-o, mordendo seu lóbulo mais uma vez, com um pouco mais de força – Vamos lá, Aguiar… Me mostre do que você é capaz.
Ao ouvir minha voz repetir as mesmas palavras que eu o havia dito quando passamos uma noite na Ferrari, Thur
afastou seu rosto do meu, encarando-me com os olhos ardendo de tesão.
Sua boca buscou a minha com desespero, e seu corpo fez ainda mais
pressão contra o meu, permitindo-me sentir exatamente a intensidade de
sua ereção. Sua língua quase atingia minha garganta, movendo-se
precisamente e fazendo-me gemer baixinho quando ele segurou meu rosto e
intensificou ainda mais suas carícias. Apertei meu abraço em seu pescoço
e cruzei minhas pernas ao redor de seus quadris, sentindo-o rígido em
minha intimidade e arrancando um gemido dele. Sua outra mão
direcionou-se aos meus glúteos, puxando-me para mais perto e aumentando a
proximidade de nossas pélvis.
Cravei minhas unhas em suas costas, puxando o tecido da blusa, e
logo ele a tirou, lutando às cegas para tirar os braços dos buracos e só
separando nossos lábios para retirar a peça pela cabeça. Seu tronco
quente e definido me fez gemer mais uma vez ao encontrar minha pele, e
eu rapidamente deslizei minhas mãos por suas costas, atingindo sua bunda
por dentro da calça e apertando-a com vontade. As mãos de Thur
agora se ocupavam em apalpar meus seios, já livres do sutiã graças ao
fecho frontal, do qual ele se livrou com destreza. Ele os apertava com
força, fazendo movimentos circulares com os polegares em meus mamilos
rígidos, enquanto eu me dirigia ao zíper de sua calça, sendo um tanto
atrapalhada por seu membro extremamente ereto.
- Eu quero ver você de quatro – ele ofegou, partindo o beijo por
dois segundos para falar, quase fazendo meu coração parar com seu pedido
(ou pelo se tom de voz, eu deveria dizerordem?) – Gritando enquanto eu te levo ao paraíso.
Fiquei sem reação diante de sua confissão, pega totalmente desprevenida e sem ar. Thur
parecia tão fora de si que mal notou minha surpresa, e voltou a me
beijar, fazendo-me lembrar do quão certo tudo parecia quando seus lábios
estavam nos meus. Após alguns segundos imóvel, tentando retomar a calma
diante de seu pedido, minhas mãos voltaram a insistir no botão de sua
calça, finalmente abrindo-o e, ao mesmo tempo, dando um estalo em minha
mente.
Eu já havia feito com ele coisas que jamais pensei em fazer com outro homem antes, e Thur
nunca havia me dado um motivo sequer para não confiar nele. Já havíamos
corrido tantos riscos em locais tão absurdos e eu nunca tive um motivo
sequer para me arrepender… Por que não?
- Só se você for para lá comigo –
sorri, finalmente decidida a aceitar sua proposta, acariciando sua
ereção pulsante por sobre o tecido da boxer – Sem você não tem a menor
graça.
- Eu já estarei te esperando – ele arfou, revirando os olhos e
fechando-os logo em seguida, soltando todo o ar que havia inspirado
diante de meu toque e sorrindo de um jeito torturado – Não acho que vou
demorar muito a chegar lá.
- Se depender de mim, não mesmo – provoquei-o, puxando sua calça
para baixo com um pouco de dificuldade, até que ele me ajudou a atirá-la
ao chão.
Thur me lançou um último olhar
cúmplice antes de retomarmos nosso beijo, movendo nossas línguas como se
fôssemos amantes há anos.
As mãos de
Thur foram descendo por meu
corpo até encontrarem a barra de minha calcinha, e sem se deixar
intimidar, uma delas colocou-se sob o tecido, buscando minha intimidade
com seus dedos. A rapidez de suas ações foi tamanha que eu apenas tive
tempo de gemer alto contra seus lábios e envergar minhas costas para
cima quando dois de seus dedos me penetraram, sem sequer aviso prévio,
provocando-me uma onda exorbitante de prazer. Seus dedos, frios em
relação ao meu sexo quente, moviam-se com experiência, já sabendo
exatamente o que fazer para me enlouquecer. Seus movimentos eram tão
rápidos e precisos, num vai e vem delirante, acompanhados de seu
polegar, que fazia movimentos circulares sobre meu ponto de prazer, que
eu mal conseguia corresponder ao beijo. Percebendo meu nível de
excitação e soltando um riso satisfeito, Thur dirigiu seus lábios macios ao meu ouvido, sussurrando insanidades e respirando ruidosamente.
Sem demora, atingi o orgasmo, numa explosão de prazer e dormência.
Um gemido que mais pareceu um grito escapou por entre meus lábios, ao
mesmo tempo em que um calafrio intenso percorreu minha espinha e relaxou
todos os meus músculos conforme desceu. Puxei o ar com vigor,
implorando por oxigênio, sentindo-o beijar caprichosamente meu pescoço.
- Como foi sua primeira viagem ao paraíso,
Messi?
– ele sussurrava, conforme ia chupando e mordiscando minha pele, mal me
permitindo recuperar o fôlego – Espero que não tão boa quanto as
próximas serão.
Não consegui dizer nada, apenas o deixei explorar meu corpo com
seus lábios habilidosos e gentis. Fechei os olhos ao senti-lo dar uma
breve atenção aos meus seios, e conforme ele descia até minha intimidade
novamente, seus dedos tiravam minha calcinha. Mordi meu lábio inferior
quando
Thur posicionou minhas pernas de modo
que pudesse me beijar exatamente onde desejava, e antes que eu pudesse
me recuperar por completo de meu primeiro orgasmo, sua língua começou a
trabalhar para que eu atingisse o segundo, tocando-me com delicadeza.
Soltei um grunhido alto ao senti-lo estimular minha intimidade
novamente, distribuindo seus movimentos com exatidão e mais uma vez
demonstrando sua exímia habilidade. Um prazer que eu jamais havia
sentido antes começava a se acumular em cada centímetro de meu corpo,
retesando meus músculos e intensificando as batidas de meu coração. Cada
batimento ecoava como um trovão em meus ouvidos, tão fortes e
acelerados que por um momento, eu pensei que fosse enfartar.
Levei uma de minhas mãos até a cabeça de
Thur,
embrenhando meus dedos em seus cabelos umedecidos de suor e
apertando-os com força. Suas mãos apertavam minhas coxas com desejo, e
sua testa mantinha-se franzida, denunciando sua excitação. Sílabas
totalmente desconexas escapavam por entre meus lábios, minha boca estava
seca, os olhos fortemente fechados, revirando seguidas vezes, o coração
acelerado, um calor que eu desconhecia preenchendo cada parte de mim, a
respiração ficando cada vez mais superficial, os músculos retesados…
Tudo em meu corpo parecia acontecer conforme ele me provocava, ora mais
rápido, ora mais devagar. Minha voz preenchia o silêncio do quarto num
volume quase vergonhoso de tão alto, abafando com facilidade a
respiração extremamente pesada dele, que devia estar se segurando muito
para não chegar ao seu clímax.
Num segundo, meus pulmões se expandiram violentamente, permitindo
que uma grande quantidade de ar entrasse e um grito fosse abafado,
denunciando minha chegada ao ponto máximo de prazer. Senti meu corpo
estremecer levemente, e uma onda muito forte de adrenalina impulsionar
meus batimentos cardíacos, triplicando sua velocidade. Relaxei
completamente sobre a cama, exausta e suada, sentindo minhas
extremidades formigarem e
Thur reduzir suas carícias gradativamente, até afastar-se de mim e me olhar fundo nos olhos com um sorriso satisfeito.
- Confesso… Até eu fiquei sem ar – ele riu baixo, num tom sedutor,
ofegante e com o rosto corado. Seus olhos faiscavam, fixos nos meus, e
mesmo sem conseguir respirar direito, lutei contra o grande turbilhão em
minha mente e o respondi:
- Isso… Não vai ficar assim.
O sorriso em seus lábios entreabertos aumentou, e tomada por um
intenso e desconhecido desejo que parecia me consumir por completo,
ergui meu corpo até o dele, agarrando seus cabelos e beijando-o sem a
menor delicadeza.
Thur espalmou as mãos em
minhas costas, friccionando suas palmas para baixo até atingir meus
quadris e apertando-os com força. Desci minhas mãos por seus ombros e
braços, fazendo o caminho inverso e segurando seu rosto firmemente,
pouco me importando com meu fôlego prejudicado. Pequenos gemidos
escapavam de nossas gargantas, sinal claro de que ambos havíamos
extrapolado os limites de nosso autocontrole e já não conseguíamos mais
controlar nossas reações, o que só nos excitava ainda mais.
Nosso beijo não durou muito; minhas mãos logo encontraram o
caminho até o elástico de sua boxer, e sem hesitar, arrastaram a peça
para baixo, deixando-o completamente nu. Envolvi sua ereção com meus
dedos, apertando-a de leve e ouvindo-o grunhir em resposta. Prendendo um
sorriso, comecei a masturbá-lo rapidamente, sem parar de beijá-lo, e
seus gemidos tornaram-se ainda mais freqüentes, assim como a força de
suas mãos em meus quadris intensificou-se. Eu não sabia até quando ele
agüentaria, pois seu corpo estava extremamente tenso e alguns de seus
músculos sofriam espasmos involuntários, o que denunciava seu estágio
bastante avançado de excitação, mas não me intimidei. Ele já havia me
dado mais do que sequer imaginei em tão pouco tempo, e eu não me
permitiria decepcioná-lo.
Alguns minutos de provocação se passaram, nos quais ele se
esforçava cada vez mais para resistir, porém seu limite não tardou a
chegar. Num movimento brusco,
Thur lançou-me
contra o colchão, com a respiração absurdamente bruta e o rosto
contorcido em desespero, e voltou a segurar meus quadris, erguendo-os um
pouco. Não tive tempo sequer de assimilar o que havia acontecido; no
instante seguinte, ele já estava inteiro dentro de mim, e um gemido alto
escapava de ambos, esgotando qualquer reserva de oxigênio em nossos
pulmões. Sem pensar duas vezes, ele continuou investindo com violência,
atingindo fundo em meu interior com toda a sua capacidade e jogando a
cabeça para trás, com uma expressão alucinada. Fechei fortemente os
olhos, sentindo prazer misturado a uma certa dor por sua movimentação
forte e agarrando os lençóis, numa tentativa falha de me controlar.
Thur pronunciava palavras ininteligíveis conforme mantinha seu
ritmo, porém um lampejo de consciência pareceu iluminar sua mente por um
breve segundo, o suficiente para lembrá-lo do que havia me proposto
anteriormente. Abri meus olhos por um momento ao senti-lo diminuir sua
velocidade até retirar-se por completo, e recebi um olhar intenso em
resposta.
- Se algo te incomodar, deixe-me saber imediatamente – ele
murmurou com a voz fraca, e eu estava tão tonta com tudo aquilo que
demorei a entender o motivo de suas mãos estarem envolvendo meus braços.
Somente quando ele me virou na cama e ajeitou-me na posição certa, foi
que compreendi o que ele estava fazendo. Guardando minha insegurança só
para mim, mordi meu lábio inferior com força e afundei meu rosto no
travesseiro. Eu confiava nele, porque eu parecia estar me esquecendo
disso?
Thur segurou firme em meus quadris, e aos poucos foi colocando-se
novamente dentro de mim, permitindo-me sentir as novas sensações que
causava. À medida que ele avançou, meus dedos se fecharam, agarrando o
travesseiro, e o pouco ar que eu havia inspirado abandonou meus pulmões
novamente. Fui pega de surpresa pela intensidade do prazer que senti,
devido às diferentes áreas de contato estimuladas, e custei a assimilar
sua pergunta, ainda mais pelo grau de engano que suas palavras
continham:
- Machuquei você?
- Se isso é me machucar… – ofeguei, com a voz extasiada – Não quero nem imaginar quando você quiser me fazer carinho.
- Eu sabia que você ia gostar –
Thur
arfou, e pelo seu tom, pude ver exatamente o sorriso satisfeito que
brincava em seus lábios, e que inevitavelmente surgiu nos meus.
Apesar de minha reação positiva, ele foi aumentando gradativamente
sua velocidade, para certificar-se de que nada daria errado. Quando já
havíamos retomado nosso ritmo acelerado, foi impossível conter meus
gemidos; fechei os olhos, sem conseguir mantê-los abertos, e mesmo
mordendo o travesseiro, grunhidos altos escapavam de minha boca, assim
como da dele. Suas mãos quentes moviam-me conforme ele se movimentava,
numa sincronia perfeita e maravilhosa, e por vezes ele envolvia minha
cintura com um de seus braços, trazendo meu tronco para perto do dele e
fazendo com que sua respiração batesse em meu ouvido. Se enlouquecer de
prazer fosse possível, sem dúvida alguma ele teria me convertido numa
louca naquele momento.
- Diz pra mim – ele sussurrou perto de minha orelha, provocante – Você sabe o que eu quero ouvir.
Ergui um de meus braços até encontrar seus cabelos com minhas
mãos, e os acariciei de leve, sem conseguir controlar direito meus
movimentos. As palavras pareciam atropelar-se em minha garganta,
tropeçando uma nas outras, até que simplesmente irromperam de minha
boca, num sussurrou quase inaudível.
- Eu amo você.
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